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terça-feira, 5 de março de 2024

Uber Eats inicia entregas com robôs no Japão

O país, que enfrenta escassez de mão de obra devido ao envelhecimento da população, alterou leis de trânsito para permitir a circulação de robôs de entrega

Uber Eats Japan

"Atenção: robô!", alerta um pequeno veículo de entregas verde ao abrir caminho por uma rua em Tóquio. Seu destino? Um restaurante de costelas de porco onde buscará um pedido feito pelo Uber Eats.

A partir de quarta-feira (6), o aplicativo americano de entrega de refeições oferecerá o serviço de delivery através de robôs em uma pequena região da capital japonesa com a esperança de posteriormente estendê-lo ao resto do país.

O arquipélago asiático, que enfrenta uma crescente escassez de mão de obra devido ao envelhecimento da população, alterou suas leis de trânsito no ano passado para permitir a circulação de robôs de entrega.

Outras empresas, como a Panasonic, também estão testando a entrega de mercadorias através destas máquinas. 

Desenvolvidos pela Mitsubishi Electric e Cartken, os robôs do Uber Eats possuem duas grandes lanternas quadradas como olhos e três rodas de cada lado para evitar superfícies irregulares em seu percurso, que eles próprios calculam.

Com velocidade a 5,4 quilômetros por hora, dispõem de sensores para evitar pedestres e outros obstáculos, embora haja sempre um operador humano pronto para intervir caso surjam problemas.

Por enquanto, os usuários devem ir até a rua para receber o pedido, mas futuramente estes robôs poderão chegar até as portas de um escritório ou apartamento.

"Poderia ser útil em um local de arranha-céus como Tóquio", diz Alvin Oo, diretor de operações do Uber Eats no Japão. 

Nesta terça-feira (5), um robô entregador quase colidiu com um pedestre em uma manifestação, mas também atraiu muita atenção.

"É tão fofo, chama a atenção. Achava que ia tropeçar nos pés das pessoas, mas elas abriam caminho", relatou Akemi Hayakawa.

"O Japão tem uma população envelhecida e em declínio, com uma grave falta de mão de obra. Portanto, esta é uma ideia muito boa para o Japão", disse a mulher de 60 anos.
Fonte: Correio Braziliense com Agence France-Presse

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Novo cachorrinho-robô da Sony está conquistando corações na CES 2018

O bicho não só reconhece os donos como também reage a carinhos
Cachorrinho-robô Aibo
Se você quer ter um bichinho de estimação, mas não faz muita questão que o pet seja feito de carne e osso, a Sony parece ter encontrado uma boa alternativa. A empresa está relançando seu cachorrinho-robô Aibo. Na nova versão, ele está repaginado com inteligência artificial (AI).

Uma das características mais curiosas do novo Aibo é a sua capacidade de reagir a estímulos. Sensores e câmeras no cãozinho detectam e analisam imagens e sons para responder ao ambiente. Se você faz carinho, digamos, no queixo ou na barriga do seu cachorro-robô, ele age como se estivesse gostando.

As câmeras, por sua vez, servem para reconhecer os donos e o ambiente — assim ele sabe para onde tem que ir na hora se recarregar e não se perde. São duas câmeras: uma no focinho e outra acima da cauda.
Novo cachorro-robô Aibo

"A inteligência artificial do Aibo aprende com as interações com seus donos e desenvolve uma personalidade única ao longo do tempo", diz o comunicado da empresa. "Além disso, com a permissão de seus proprietários, o Aibo pode coletar dados dessas interações, conectar-se à nuvem e acessar o conhecimento acumulado a partir de interações entre outros donos e se tornar ainda mais inteligente."

Além da IA, a nova versão do Aibo conta com formas mais arredondadas, para dar ao bichinho uma aparência mais fofa e expressiva. Os olhos de LED também ajudam nessa tarefa.

Por enquanto, o Aibo é comercializado apenas no Japão. O robô cerca de US$ 1.735, mais uma assinatura de US$ 26 por mês, no plano de três anos. A novidade foi apresentada durante a feira de eletrônicos CES 2018, em Las Vegas, e fez sucesso por ali. Jornalistas da imprensa internacional encheram de elogios a "fofura" do cachorro da Sony.
Fonte: Época Negócios

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Sharp apresenta smartphone robô que dança e projeta imagens no chão

Aparelho inovador foi mostrado na feira de tecnologia Ceatec Japan 2015

robohon-sharp-smartphone-japanCom uma tela touch nas costas, sistema Android e uma aparência simpática, o smartphone robô RoBoHoN foi apresentado pela empresa Sharp na feira de tecnologia Ceatec Japan 2015, em Chiba, e arrancou sorrisos de milhares de visitantes, informou o jornal Mainichi nesta terça-feira.

Com inteligência artificial, capacidade de projetar imagens no chão e de dançar, fotos automáticas e um funcionamento baseado principalmente em comandos de voz, o RoBoHoN chamou a atenção na feira e a empresa mostrou confiança no desenvolvimento do aparelho em uma nova área de negócios.

Assim como o robô Pepper da Softbank, que pode ser adquirido pelo público em geral, o RoBoHoN poderá chamar a atenção dos usuários que desejam possuir um robô, de acordo com as expectativas da empresa.

Embora os smartphones atuais no mercado sejam mais potentes que o aparelho robô apresentado pela empresa, o RoBoHoN, previsto para ser lançado no ano que vem, pode chamar a atenção pela simpatia e pela capacidade de garantir a sensação de “companhia” ao usuário.

O aparelho mede 19,5 centímetros de altura e pesa 390 gramas. A Sharp não informou previsão de preço da novidade.
Fonte: Alternativa

sábado, 21 de junho de 2014

Robô Pepper é convidado de honra em evento no Japão

Máquina será vendida a partir de 2015 por cerca de R$ 4,2 mil.
Robô consegue ler emoções humanas e pode 'aprender'.


Robô Pepper
O conselheiro delegado do grupo japonês de telecomunicações SoftBank esteve nesta sexta-feira (20) na assembleia-geral dos acionistas, acompanhado do robô Pepper, desenvolvido com a empresa francesa Aldebaran, filial do SoftBank.

Masayoshi Son conversou por alguns minutos com o pequeno personagem branco de 1,20 metros que tem uma tela no lugar da barriga e locomovendo-se sobre rodas, "porque consome menos energia do que as pernas".

O robô consegue acompanhar os humanos entre 10 e 12 horas seguidas, segundo Son.

"Queremos oferecer um robô que tenha alma, compreenda os sentimentos de seu interlocutor", insistiu Son, que considera a chegada de robôs no meio humano a próxima grande revolução, comparável à do computador pessoal.

Pepper sabe entender quando alguém está contente, triste ou chateado. Vários Peppers podem transmitir entre si o que cada um aprendeu.

"Pepper cresce aprendendo, sabe ler o ambiente que o cerca", destacou Son, antes de acrescentar que os "garotos de amanhã saberão desde o nascimento se comunicar com robôs".

"O objetivo do SoftBank é fazer com que as pessoas sejam felizes graças à revolução da informática", insistiu o guru japonês do setor.

Enquanto isso, os acionistas do SoftBank comemoraram com Son os resultados da empresa.

O grupo comprou no ano passado a terceira maior empresa americana de telecomunicações móveis, a Sprint, e agora está interessado na quarta, a T-Mobile US.

"A compra da Sprint é o primeiro passo do SoftBank nos Estados Unidos e acredito que haverá um segundo e, depois, um terceiro. Desejo, de todo coração, que seja um sucesso", declarou um dos administradores do SoftBank, Tadashi Yanai, fundador e principal executivo da marca de roupas Uniqlo.

Pepper será colocado à venda para particulares a partir de fevereiro de 2015 que vem ao preço de 200 mil ienes (cerca de R$ 4,2 mil) e alguns acionistas estão ávidos para comprá-lo.

Pepper foi desenvolvido para o SoftBank pela Aldebaran Robotics, uma pequena empresa francesa que tinha concebido o robô Nao e a SoftBank comprou 80% em 2012, garantindo-lhe um importante apoio técnico, financeiro e comercial.
Fonte: G1 com AFP | Foto: Toru Yamanaka

terça-feira, 30 de julho de 2013

Robô ensina caligrafia para crianças

Máquina indica movimento e pressão a serem exercidas para escrever

Um robô desenvolvido pela Universidade Keio, em Yokohama, no Japão, criou um robô que ensina caligrafia para as crianças.Um robô desenvolvido pela Universidade Keio, em Yokohama, no Japão, criou um robô que ensina caligrafia para as crianças.

A máquina possui todos caracteres do alfabeto chinês e consegue ensinar a ordem, o formato e a pressão que deve ser exercida para escrever. Ao segurar na caneta, o robô se movimenta, mostrando como a palavra deve ser escrita. Para alunos mais avançados, a máquina identifica o movimento ao escrever e apenas corrige ao fazer uma pressão, levando a criança a escrever corretamente.

Robô mostra como se escreve e quais os movimentos necessários para escrever A intenção do professor Seiichiro Katsura, um dos criadores do robô, é poder ensinar com maior facilidade as crianças a aprender a caligrafia.
Fonte: G1 | Fotos: Yoshikazu Tsuno/AFP

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Robô japonês viajará ao espaço em agosto

O robô Kirobo foi inspirado "Astro Boy", uma personagem do mangá japonês criado pelo desenhista Osamu Tezuka

Takahashi faz uma demonstração com o robô: o objetivo do projeto é estudar em que medida um robô de companhia pode dar apoio moral a pessoas isoladas durante um longo período de tempo.Um ágil e falante robô androide japonês chamado Kirobo decolará em 04 de agosto, do sul do Japão, a bordo de um foguete, com destino à Estação Espacial Internacional (ISS), para fazer companhia a um astronauta compatriota, anunciaram os especialistas que o criaram.

"Pode parecer um pequeno passo, mas será um grande passo para um robô", declarou Kirobo levantando o pé, durante a apresentação aos jornalistas.

Idealizado pelo especialista em robótica Tomotaka Takahashi e desenvolvido por cientistas da Universidade de Tóquio, da Toyota, da Agência de Exploração Espacial (Jaxa) e do grupo publicitário Dentsu, o pequeno Kirobo (34 cm) deverá conversar com naturalidade, em japonês, com o astronauta Koichi Wakata.

O Japão possui a bordo desta estação um laboratório, chamado Kibo, para diversos experimentos.

O robozinho sabe andar, reconhece rostos e registra imagens. Além disso, superou inúmeros testes para poder falar e mover-se em condições de microgravidade.

Kirobo foi inspirado "Astro Boy", uma personagem do mangá japonês criado pelo desenhista Osamu Tezuka.

Um gêmeo batizado Mirata ficará na Terra para ser utilizado como robô de comparação no caso de os pesquisadores suspeitarem de anomalias em Kirobo.

O objetivo do projeto é estudar em que medida um robô de companhia pode dar apoio moral a pessoas isoladas durante um longo período de tempo.
Fonte: Exame com AFP

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Loja em Tóquio instala robô no lugar de manequim em vitrine

Humanoide faz parte de promoção para o Dia dos Namorados.
Robô com mais de 60 expressões interage com os consumidores.

Uma loja de departamento de Tóquio trocou os tradicionais manequins que enfeitam as vitrines por um robô humanoide. A rede japonesa Takashimiya instalou uma robô interativa em sua vitrine como parte de uma promoção para o Dia dos Namorados, que em alguns países é celebrado em 14 de fevereiro.
robô

A rede de lojas chamou Hiroshi Ishiguro, diretor do Laboratório de Inteligência Robótica da Universidade de Osaka, para providenciar o robô-manequim. A máquina possui vários movimentos e emoções que funcionam toda vez que um cliente se aproxima da vitrine.
Conforme o site “CScout Japan”, o robô é capaz de imitar mais de 60 expressões, incluindo bocejar, sorrir e mexer a cabeça. Ela também está conectada a um software de reconhecimento facial que lhe permite reagir a cada cliente que se aproxima.
Fonte: G1 | Foto: CSout Japan

sábado, 12 de novembro de 2011

Robôs com movimentos humanos são destaque em feira no Japão

Robôs com movimentos humanos são destaque em feira no Japão
Equipamentos que reproduzem os movimentos humanos em tempo real são o maior destaque da maior feira de robôs do Japão. O correspondente Roberto Kovalick esteve lá.

A linha de montagem ainda é feita de monstros mecânicos, que estão evoluindo e ficando mais parecidos com a gente. O robozinho do empacotamento é tão simpático que um operário poderia chamá-lo de colega. Essa é a intenção: tornar fábricas robotizadas mais humanas.

E os dentistas mais eficientes. Na faculdade, eles poderão treinar com um robô que se comporta como um paciente e até reclama se ficar tempo demais com a boca aberta. O cachorro robô foi criado para guiar cegos, e vence obstáculos como degraus.

Um traje permite que o operador controle o robô como se estivesse dentro dele, vendo, ouvindo e até sentindo nos dedos o que ele está tocando. No futuro, o equipamento poderá ser usado em serviços perigosos, como pesquisas com produtos explosivos e tóxicos. Ou até cirurgias, com o paciente no lugar e o médico em outro.

Outro robô foi criado para ajudar os filhos a cuidarem dos pais idosos que moram longe, em outras cidades ou até outros países. A área montada em uma mostra representa a casa de uma senhora na cidade de Fukuoka, no sul do Japão. No ambiente ao lado, o apartamento do filho, em Tóquio.

Ele controla o robô usando a TV e sem sair da cadeira, quase como se estivesse ao lado da mãe. Na TV, aparece o que o robô está enxergando, e um sensor capta os movimentos do filho. O rapaz consegue controlar o braço do robô, que apanha um bicho de pelúcia no chão e guarda direitinho. É a casa arrumada à distância.
Fonte: Jornal Nacional

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Robô que atua em Fukushima foi criado para uso em Marte

A tecnologia criada pela Nasa para a exploração de Marte está sendo empregada no Japão para avaliar os danos e o nível de radioatividade da usina nuclear de Fukushima

O robô Urbie, da Nasa

Os dois veículos que exploram a usina nuclear de Fukushima, no Japão, foram criados pela Nasa para uso em Marte. Modelos similares já ajudaram o exército americano na guerra do Afeganistão e nos atentados do 11 de setembro.

A tecnologia embutida nos chamados PackBots teve origem no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da agência espacial americana. Ela foi desenvolvida para o primeiro veículo de teste, o Rocky 7, que daria origem aos atuais veículos gêmeos de exploração terrestre em Marte, as sondas Spirit e Opportunity.

A Nasa criou os controles de torque e a estrutura de liga leve do chassi que, hoje, são usadas para examinar o interior dos reatores nucleares japoneses em aéreas ainda não seguras para humanos.

Outro ancestral do PackBot é o robô Urbie, projetado para aplicações militares ou de emergência – como contaminações químicas e terremotos. A estrutura física do robô foi desenvolvida pela iRobot, empresa de Massachusetts, enquanto os sensores inteligentes e algoritmos de visão ficaram por conta do JPL. É graças a esses mecanismos que o robô consegue passar por obstáculos e determinar rotas. Após o sucesso do Urbie, a iRobot usou sua tecnologia para cria seu sucessor, o PackBot.

Variações do robô já foram usadas pelo exército, marinha e força aérea americanas. Em julho de 2002, por exemplo, o veículo serviu como olhos e ouvidos dos soldados em áreas de risco no Afeganistão. O PackBot também ajudou nas buscas dos destroços do ataque do 11 de setembro, em 2001, em Nova York.

Agora, a iRobot forneceu dois veículos para ajudar o Japão após o terremoto e o tsunami de 11 de março. No momento, eles fazem leituras dos níveis de radioatividade na usina nuclear de Fukushima. Seus sensores indicam que a radiação ainda é muto alta para a presença de equipes de reparo.
Fonte: Exame com Paula Rothman (INFO Online)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Robôs japoneses falam, brincam e até encontram óculos perdidos

Exposição no Japão mostra avanços na robótica.
Auxílio doméstico e companhia são algumas das aplicações.
Robôs capazes de conversar, encontrar óculos perdidos, desenhar aviões e brincar com crianças estão atraindo milhares de visitantes a uma exposição em Tóquio, enquanto o Japão tenta se adaptar às mudanças em sua sociedade.
Robôs como o Chapit, sensível ao som, respondem a perguntas simples e até mesmo trocam piadas com pessoas para ajudar os solitários a combater sua solidão e a manter a vivacidade na velhice.
"Muitas pessoas idosas vivem sozinhas, no Japão, e não têm com quem conversar", disse Kazuya Kitamura, representante dos organizadores da exposição. Os robôs de comunicação acompanham as pessoas e não se incomodam de ouvir sempre as mesmas histórias.
Embora o Chapit, um robô relativamente simples, tenha conseguido atrair um patrocinador empresarial, muitos pesquisadores, a exemplo de Kiyoshi Matsumoto, professor da Universidade de Tóquio, lutam para atrair patrocinadores para projetos mais dispendiosos.
O "Personal Mobility Robot", de Matsumoto, equipado com quatro câmeras e um sensor para reconhecer o centro de gravidade do usuário, foi projetado para ajudar os idosos a se movimentar sem a necessidade de apertar botões, usar joysticks ou mover uma cadeira de rodas tradicional. O robô também pode localizar óculos perdidos identificando-os por meio de um sensor.
"Desenvolvemos um robô capaz de ajudar muita gente, mas devido ao alto custo ainda não encontramos patrocinador", disse Matsumoto, acrescentando que o custo da máquina, caso produzida em massa, seria comparável ao de um carro compacto.
"No ambiente econômico atual, existem poucas empresas dispostas a investir em um projeto tão dispendioso", afirmou.
Outros robôs, como o premiado "DiGRO", podem ajudar pais ocupados que não tenham tempo para brincar com seus filhos.
O robô pode usar a internet para localizar uma imagem simples e fazer desenhos, fazendo companhia às crianças enquanto os pais trabalham.
O Japão tem uma das sociedades que envelhece mais rápido no mundo, e o governo prevê que, até 2050, a proporção de pessoas com idade superior a 65 anos atingirá os 40%.
Fonte: G1 com Reuters, Foto: Kim Kyung-Hoon

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Robô ministra cerimônia de casamento realizada no Japão

Na cidade de Tóquio, casal celebrou o matrimônio sob a tutela do I-Fairy, robô de R$ 125 mil que deu todas as coordenadas do casamento
Um casamento no Japão foi ministrado por um robô de um metro e meio com olhos piscantes, chamado I-Fairy. A cerimônia realizada neste domingo (16) foi a primeira feita por um robô, segundo a empresa fabricante Kokoro.
“Por favor levante o véu da noiva”, disse o robô com a voz fina, enquanto levantava os braços para que o casal se beijasse, diante de uma plateia de, aproximadamente, 50 convidados.
O casamento aconteceu em um restaurante no alto de um edifício, no centro da cidade de Tóquio. O I-Fairy vestiu uma coroa de flores e ministrou a cerimônia. Fios saíam por debaixo do robô e passavam por uma cortina preta, onde um homem agachado pressionava botões de comando em um computador.
O governo japonês incentiva ativamente as pesquisas no campo da robótica, por isso o país tem uma das indústrias cibernéticas mais avançadas do mundo. Nas fábricas já é padrão o trabalho dos robôs, agora as empresas fabricantes procuram fazer dos robôs, parte da vida cotidiana.
A Honda faz um robô que anda e tem a estatura de uma criança, e algumas empresas já os desenvolveram para entreter idosos ou jogar baseball. A Kokoro, cujo lema global é “tocar o coração das pessoas’, também fabrica dinossauros robôs gigantes para exibições, e androids humanizados que são capazes de rir.
A noiva de 36 anos, Satoko, que trabalha na Kokoro, se divertiu com a cerimônia pouco usual: “Foi muito legal. Acho que os japoneses tem uma forte ideia de que os robôs são nossos amigos. Os que trabalham na indústria de robótica pensam assim, mas, em geral, as pessoas querem que or robôs sirvam para algum propósito”.
O noivo Tomohiro Shibata, 42, que é professor de robótica no Instituto Nara de Ciência e Tecnologia, também gostou, mas acha que é preciso mais desenvolvimento: “Seria legal se os robôs fossem um pouco mais inteligentes, mesmo assim ela (o I-Fairy) é muito boa em se expressar”.
O I-Fairy custa, aproximadamente, R$125 mil. Segundo a empresa, três modelos já estão em uso em Singapura, nos EUA e no Japão. Os movimentos do robô são, primordialmente, pré-programados.
Fonte: Abril.com

Irashaimasse

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